terça-feira, 25 de outubro de 2011

#19

 One day at a time IV
Apesar de não ter respondido, eles começaram a caminhar na minha direcção, eu comecei a correr, e infelizmente, eles também. Deixei cair o saco, corri o mais que pude, cheguei ao meu prédio e não conseguir meter a chave, estava muito nervosa, e eles estavam a chegar. Não fechei a porta a tempo, eles puxaram-me para fora e fecharam a porta do prédio. Taparam-me a boca com um casaco, não conseguia gritar, a rua estava deserta. “É mesmo a irmãzinha do Graham, ahahah. Ninguém te pode ajudar querida, se o teu irmão me pagasse o que me deve nada disto acontecia. Acertamos no Jackpot!” disse um deles, tinha um sorriso na cara. Eu estava assustada. Ele rasgou-me as roupas e bateu-me. Senti uma pancada na cabeça, ele tinha mandado a minha cabeça contra a parede. Levei a mão à cabeça e senti o sangue a escorrer. Eu queria gritar mas não conseguia. Os outros aplaudiam e riam. E a seguir, o que já esperava. De repente deixei de os ouvir. Desmaiei.
(…)
Acordei com a minha mãe a gritar e com a voz do meu pai a ligar para 112. Vejo o Graham a descer as escadas, ele empurra a minha mãe, que fica sentada no chão a gritar.
- Jaz estás bem? Quem te fez isto Jaz? – eu não disse nada – Jaz? Responde-me! Quem foi?
Continuei sem responder, voltei a desmaiar.
(…)
Acordei. A Sam estava lá, juntamente com o Graham, os meus pais não estavam. Não deram conta que tinha acordado.
- Que horas são? Onde estou?
A Sam correu para mim.
- Estás bem? Diz-me que estás bem! – gritou quase a chorar.
- Estou. Quer dizer… Onde estou? Que horas são?
- São 3 da manhã, estás no hospital. Tens a certeza que estás bem? Vou chamar a enfermeira.
O Graham não correu para mim quando acordei, nem tinha olhado para mim. Os meus pais entraram a correr, ao mesmo tempo que a enfermeira. A Sam afastou-se.
- Aconselho que vão para casa e que a deixem descansar, ela está bem. Desmaiou por causa do choque e da pancada na cabeça, mas de resto está tudo bem. Temos de conversar sobre outro assunto. Pais podem acompanhar-me cá fora? – Perguntou a enfermeira.
O Sam ficou, o Graham foi com os meus pais falar com a enfermeira.
Ela sofreu uma violação, já fizemos o teste. E já tratamos de qualquer inconveniente, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, agora o estado mental é o mais preocupante nestes casos…
- Ela… Ela está a dizer que foste violada, Jaz… - abraçou-me com muita força – oh meu deus, estás bem? Oh meu deus!
Eu não disse nada, não conseguia falar. Ela afastou-se. Eu virei-me e tapei-me. Só queria dormir.

Quem ler, opine, da ultima vez ninguém disse nada, o que é no minimo frustrante.
Preciso de saber se estão a gostar, ou não.
Não vou continua-la se ninguém estiver a gostar.

3 comentários:

Aurora disse...

obrigada

MárciMatias disse...

Eu estou a gostar muito da história, continua, não deixes por acabar :s

cátia oliveira; disse...

ainda bem. :)